Corpus Christi em Conceição do Ibitipoca

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Estivemos em junho por três dias no parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais. Os 1488 hectares do parque estão localizados em dois municípios, Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca. Chegamos ao local no fim de tarde de uma quinta-feira (Corpus Christi), portanto teríamos sexta-feira e sábado para aproveitar o parque, já que domingo iríamos embora. Fomos num Jeep Renegade, o que facilitou a vida para subir e descer os morros na estrada de terra.

O Parque Estadual de Ibitipoca é uma reserva com belíssimas cachoeiras, com águas cor de coca-cola (resultado da decomposição de folhas), além de grutas, picos, e flora e fauna diversas. Ibitipoca está a 90Km de Juiz de Fora, 260Km do Rio de Janeiro e 360Km de Belo Horizonte. O parque tem três trilhas principais: Janela do Céu, Circuito da Águas e Pico do Pião.

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Hospedagem em Ibitipoca

Ibitipoca tem várias opções legais de hospedagem, mas como reservamos de última hora, já não havia muitas pousadas disponíveis. Escolhemos uma pousada que estava bem avaliada no booking, e tinha uma tarifa razoável (apesar de que estava tudo bem caro por causado feriado). O Sítio das Hortênsias, onde nos hospedamos, ficava num vale, a alguns minutos do centro de Santa Rita do Ibitipoca, e à noite estava fazendo um frio do caramba. Os quartos não tinham aquecimento, apenas uma lareira que não dava nem para o cheiro. Eu passei muito, muito frio ali.

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Vista da nossa pousada

Primeiro dia – Trilha para a Janela do Céu

Reservamos o primeiro dia para fazermos a trilha da Janela do Céu, uma pequena gruta com uma abertura parecida com uma enorme janela, que tem uma vista maravilhosa e de onde desce uma cachoeira. Chegamos por volta de 7h30 da manhã no parque, e ainda conseguimos vaga no estacionamento, que é bem pequeno. A entrada foi 10 reais por pessoa, e 20 reais do estacionamento.

Iniciamos a trilha pro volta de 8h. São cerca de 14 km ida e volta de caminhada, sendo que há caminhos diferentes que podem ser feitos em cada trecho. A trilha na ida tinha cerca de 6,5 km e a volta era mais longa, cerca de 7,5km. O ideal é reservar um dia para esta trilha, para fazer tudo com calma. Imprimimos um ritmo legal, mas paramos em alguns locais para fazer fotos, o que nos atrasou um pouco. O visual estava top, parecia que estávamos andando acima das nuvens.

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Uma das paradas é no Cruzeiro, uma grande cruz localizada a 1.6km da entrada do parque. Nós não chegamos a andar até a cruz, mas fizemos umas fotos de longe. A vista de lá é linda, mas como eu já disse, havia muitas nuvens este dia. Mesmo assim o visual estava um espetáculo, apesar da falta de visibilidade. O Pico da Lombada também é um lugar bacana para fotos, por ser o ponto mais alto da serra.

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Há algumas grutas também neste circuito: da Cruz, onde não se precisa de lanterna por sem bem iluminada; dos Fugitivos, que teria servido de esconderijo para escravos; dos Três Arcos, com três aberturas em forma de fendas; e a dos Moreiras, com duas entradas e uma série de salões internos interligados. É interessante levar lanterna e agasalho para visitar as grutas.

Chegada à Janela do Céu

No último km de trilha, há várias descidas com muita areia e pedras, então é preciso ter cuidado. Chegamos na Janela do Céu por volta de 12h e já estava bem cheio. Entramos em uma fila que descia por uma escada, para se chegar até a gruta. A água estava gelada, então muitas pessoas nem estavam entrando.

Deixei minhas roupas penduradas numa árvore e entramos na água em direção à janela do céu, que estava também com fila para fotos. Devido a isto, não deu para variar muito nas poses, visto que não havia nem espaço para isto. Se você puder visitar Ibitipoca fora do feriado, vá, para pegar os lugares mais tranquilos e ficar mais à vontade para fazer fotos. Mesmo assim, deu para curtir a vista lindíssima lá de cima. Realmente é um lugar único das nossas Minas Gerais.

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Retornamos para cima, descansamos e fizemos um lanche ( não esqueça do lanche, hein?), enquanto meu cunhado (irmão do Luciano) descia com a namorada para a Janela do Céu. Quando nos reunimos de novo, fomos até a pedra próxima, que tem um lindo mirante e uma vista incrível da queda d’água. Para se chegar lá, é só passar por uma fenda que fica abaixo do deck do mirante. Eu fiquei com medo, mas o Lu foi até a pontinha e fez umas fotos bem bonitas.

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Fomos voltando pela trilha em que viemos e chegamos à bifurcação que já havíamos visto na ida. Preferimos seguir a trilha da Cachoeirinha, que fica bem perto, em vez de voltarmos de imediato. Após poucos minutos de caminhada, já demos de cara com um paredão maravilhoso, e as pedras de onde desce a queda da cachoeirinha. Ficamos por ali um tempo fazendo fotos, mas o pessoal não quis descer até a prainha da cachoeira.

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O retorno foi por uma trilha diferente , que foi um pouco mais longa. Não paramos muito, nem nas grutas que tinham pelo caminho. Quando chegamos na Prainha, uma pequena cachoeira com uma faixa de areia  onde muita gente se refresca após a trilha e dá uma relaxada, é porque já estamos quase no fim. O lugar é bem lindo também para fazer umas fotos. Andando mais alguns metros, chegamos ao restaurante, que fica ao lado do Camping.

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Prainha

Noite no Centrinho de Ibitipoca

Saímos nas duas noites que tivemos em Ibitipoca. Passeamos pelo centrinho e fomos comer alguma coisa. Na primeira noite, fomos comer uma pizza no Serra Nostra. Foi bem agradável, a pizza estava gostosa, o preço era justo e o atendimento estava bom. No segundo dia, fomos conhecer o Oliva Bistrô, que tinha pratos deliciosos, inspirados na culinária mineira. Uma das especialidades do restaurante era o azeite, e eles tinham várias opções de harmonização.

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Ibitipoca também é um reduto de cervejas artesanais. São vários “beer trucks”e lojas especializadas onde você pode degustar ótimas cervejas. Não deixe de fazer isso no centrinho.

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Segundo Dia – Circuito das Águas

O Circuito das Águas é uma trilha bem mais leve que a da Janela do Céu, e talvez por isso bem mais popular entra os visitantes. A distância total é de cerca de 7 km. O recomendado é começar a trilha de cima, na parte do Lago dos Espelhos, pois a névoa que cobre o parque tende a se dissipar ao longo do dia, e quando você chega lá em baixo, a visibilidade já está bem melhor. Infelizmente não foi o que fizemos rsrs e enquanto estávamos lá em baixo, mais cedo, havia muita névoa.

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O início fica bem na Central de Visitantes, perto da área de Camping. Seguimos a trilha, que tinha bastante descida, mas era bem leve, até a Cachoeira dos Macacos, que foi a nossa primeira parada. Esta é uma bonita cachoeira, com uma queda de cerca de 5m de altura, e com um poço legal para banho. Como a névoa estava por ali, não demoramos muito e já começamos a subir de volta pela trilha. Nossa próxima parada foi a Ponte da Pedra.

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Apesar do nome, nós passamos por baixo da “Ponte de Pedra”, passagem escavada pela própria água do rio ao longo de milhares de anos. É possível atravessá-la tanto por cima como pelo seu interior. Ficamos impressionados com a beleza do lugar. Próxima parada: Lago das Miragens, que fica aos pés do enorme Paredão de Santo Antônio. A cor da água no lago estava tricolor, parecendo a bandeira da Alemanha, e a água estava gélida. Eu até entrei, mas não dava para mergulhar… dava pra sentir a água cortando como se fossem pedacinhos de gelo rsrs. Ficamos um bom tempo ali curtindo o visual, e depois seguimos para o Lago dos Espelhos.

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O Lago dos Espelhos tem este nome por refletir a natureza do entorno na água. O lugar tem uma faixa de areia relativamente ampla, onde é possível dar uma relaxada e curtir o visual. O Lago dos Espelhos é um dos extremos do Circuito das Águas, estando bem pertinho do Lago Negro, onde as águas um pouco mais profundas fazem a sua cor avermelhada parecer bem escura. Por isso o nome do local, já que visto de cima, realmente é um lago negro. Cuidado ao mergulhar, pois há pedras no fundo! Um pouco antes, há uma queda d’água conhecida como Ducha, onde dá para se refrescar caso esteja fazendo calor.

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Lago dos Espelhos
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Lago Negro

Recomendamos a todos uma visita a este cantinho incrível das nossas Minas Gerais, para uma experiência de contato com a natureza sem igual.

 

 

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