Peru – Vale Sagrado dos Incas

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Nosso segundo dia no Peru foi o passeio pelo Vale Sagrado dos Incas. Começamos o dia bem cedo, com o guia que contratamos, da Agência Andean Hiking, nos buscando no hotel. o tour que contratamos foi privado, pois achamos que seria mais flexível e direcionado. Este passeio é essencial, se você quer conhecer mais profundamente a história da cultura inca. O tour passa por ruínas e construções deixadas pela civilização, destinadas para moradias, áreas de cultivo e fortificações.

Para conhecer estes sítios, é necessário comprar o Boleto turístico de Cusco, que custa 130 soles por pessoa. Este boleto possui áreas destacáveis, sendo cada uma referente a uma atração da região. Pagando este valor, você tem acesso a todas elas. Nós no esquecemos disso, e tivemos que comprar quando já estávamos em Chinchero. Atenção: eles só aceitam soles, em cash!

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Primeira parada: Chinchero

Todas as cidades do Vale Sagrado ficam a cerca de 30 km uma da outra, que era uma distância razoável para que os incas se deslocassem entre elas a pé, transportando suas pedras. Chinchero é a cidade mais próxima de Cusco, e foi a primeira em que paramos, sendo ela um dos sete distritos da província de Urubamba.

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Chinchero está a 3.760 metros acima do nível do mar, a 30 km de Cusco, na estrada para Urubamba. A cidade foi um importante centro urbano na época dos incas, cujo ponto principal é onde fica localizada a Igreja Virgem da Natividade, que data do século XVII. As ruínas constam de plataformas que sobem acompanhando o terreno até chegar  à Igreja.

No pátio central, locais vendem seus artesanatos, e nos domingos, há uma grande feira por lá.

Segunda parada: Moray

Seguindo por mais cerca de 30 km, a 75 km de Cusco, chegamos a Moray, um sítio intrigante e misterioso, onde há plataformas circulares, que parecem um anfiteatro, com diferentes níveis de profundidade. Estudos mais aceitos dizem que Moray era um local de testes de produções agrícolas, devido às variações climáticas em cada nível da plataforma, estando a mais baixa a 100 metros de profundidade. Alguns dizem que era um centro de devoção. Na realidade, nunca foi confirmado para que eram usadas as plataformas de Moray.

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Terceira parada – Salineras de Maras

As salineiras de Maras que ficam a 40km de Cusco, também estão localizadas no Vale Sagrado, e existem há mais de dois mil anos. Ali mesmo, há uma nascente de água salgada que foi canalizada ainda pelos incas, de modo que ela hoje irriga cerca de 5 mil pequenas piscinas de sal. A responsabilidade sobre estas piscinas é dividida entre famílias da comunidade local. Cada família chega a cuidar de até 40 canteiros. Ao olhar de cima, as salineiras parecem um enorme mosaico, e as diferentes cores representam os estágios da formação do sal.

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Se você quiser descer até lá, deve ter muito cuidado ao andar entre as piscinas, pois há um grande risco de cair dentro de uma delas! Até chegar na entrada das salineras, você irá passar por dezenas de vendinhas, onde se pode encontrar os sais produzidos lá para comprar. É sal de todo jeito, e pra tudo quanto é objetivo.

Quarta parada – Urubamba – almoço

Nossa parada em Urubamba foi apenas para almoçar, apesar de a cidade ser bem bonitinha, e de gostaríamos de ficar mais por lá. Almoçamos em um restaurante self service que era bem simples e gostoso, e onde pudemos saborear um pouco da comida típica.

 

Quinta parada – Ollantaytambo

Quando chegamos a Ollantaytambo, nossa penúltima parada do dia, já ficamos fascinados de imediato com a sua imensidão. Você acha que Machu Picchu é a única cidade inca? Ollantaytambo é mais uma obra maravilhosa da cultura inca no Peru. Localizada na província de Urubamba, a cerca de 90km de Cusco, é a única cidade da era inca ainda habitada. O complexo arquitetônico é um excelente lugar para observar a perfeição do trabalho realizado com as pedras pelos incas, e o domínio de técnicas avançadas de transporte destas rochas, sendo que algumas delas são encontradas a quilômetros do povoado. Ollantaytambo é um dos pontos de partida para Macchu Picchu.

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Ollanta, como é carinhosamente chamada pelos turistas, é um lugar cheio de histórias, em cada canto que se vá. Segundo estudos, foi uma espécie de cidade-alojamento, já que estava em uma localização estratégica para o domínio de todo o Vale Sagrado. Estando lá, preste atenção nas montanhas à frente. Em uma delas, localizada à esquerda, é possível visualizar uma formação rochosa que lembra um rosto humano. Dizem que esta formação surgiu depois de um terremoto. Bem ao lado, há um silo, próprio para o armazenamento de alimentos, por ser um local sempre fresco.

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Visitamos todo o complexo, andamos de cima para baixo, fizemos todas as fotos que queríamos, e ainda tivemos tempo de parar em um café delicioso, e que também é uma chocolateria, chamado Choco Museo (informações no link). Também pudemos conhecer um pouco do centrinho, que é lindo, e recomendamos passar um tempinho por lá.

De Ollantaytambo, pegamos o trem das 19h para Machu Picchu – este trecho custou 63 dólares (trem Expedition).  Compramos a passagem com bastante antecedência, e é aí que a brincadeira começa a ficar cara. Visitar Machu Picchu não é barato!  A maioria dos turistas, assim como nós fizemos, dorme em Águas Calientes, a fim de pegar o ônibus cedo no dia seguinte para a última cidade dos incas.

 

 

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